NARRATIVAS QUE DESPERTAM ESPERANÇA
Nem toda resposta nasce de uma certeza. Algumas surgem quando nos permitimos caminhar pelas perguntas.
Três Camadas e Duas Cores: Meu Sonho Lúcido
Autor: Everton Jaskiu
Aquela calçada, feita de pequenas pedras em forma de triângulo, formava um imenso caminho, muito colorido e plano. Lembrava um calçadão como os que conhecemos aqui, mas em uma proporção que mal podemos imaginar.
À minha frente, estendiam-se duas fileiras de árvores altíssimas; meus olhos alcançavam apenas as copas. Abaixo delas, os frutos eram maiores do que bolas de basquete: eram cocos marrons e maduros, pendurados como cachos de uvas, porém perfeitamente alinhados, rodeando as copas em três camadas exatas.
Caminhei entre os coqueiros com receio de ser atingido por algum. Enquanto isso, uma multidão passava por mim, e todos me encaravam como se eu fosse o centro das atenções. Tinham olhos profundos e escuros — na verdade, não se viam os olhos, apenas sombras esfumaçadas; suas bocas também eram borradas. Alguns usavam chapéus de um material estranho na cor marrom, outros tinham cabelos longos e brancos, tudo em uma imensidão sem fim.
Ao me dar conta de que estava sonhando, lembrei que precisava voltar. No instante seguinte, eu já estava em um corredor cheio de portas: do lado esquerdo, brancas; do lado direito, amarelas.
Acordei!
O que aprendemos?
Muitas vezes, caminhamos pela vida sentindo o peso do olhar dos outros, como se fôssemos o centro das atenções e todos estivessem nos julgando. Mas, se repararmos bem, essas pessoas nem sequer têm rostos definidos: elas são apenas as sombras dos nossos próprios medos. O julgamento alheio, na maioria das vezes, é uma ilusão da nossa cabeça. Não deixe de caminhar pelo seu caminho colorido por medo de ‘olhares’ que só existem na sua mente.
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